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Dízimo Moral PDF Imprimir E-mail
Escrito por Administrator   
Sex, 09 de Julho de 2010 23:45

 

Para a maioria dos jovens, dízimo não é um assunto muito claro. Dízimo moral, então, deve ser, ao menos, uma expressão intrigante. Mas, recentemente, numa reunião domiciliar, uma irmã lançou essas perguntas: o que posso fazer para evitar o dízimo moral? E como ajudar meus filhos a evitá-lo? Confesso que, a princípio não compreendi a profundidade da pergunta. No entanto, ao considerar diante do Senhor essa questão, percebi o quão relevante é a preocupação de nossa irmã, especialmente quando aos jovens bons, os mais corretos.

Lembrei-me, então, de um exemplo dado em uma conferência de jovens, no qual um cristão adequado foi comparado àquele que é capaz de cozinhar utilizando várias panelas simultaneamente. Se descuidar de qualquer delas, a refeição não terá o mesmo sabor, ou seja, se descuidarmos de qualquer aspecto de nossa vida cristã, já não seremos tão agradáveis ao Senhor. Caim foi alguém que cuidou de vários aspectos imprescindíveis para o serviço a Deus: foi diligente, como lavrador que trabalha, e fiel, trazendo ao Senhor do fruto de sua colheita. No entanto o Senhor não se agradou dele nem de sua oferta (Gn 4:2-5). Caim provavelmente se esqueceu de algumas “panelas”. Não podemos julgá-lo quanto a maneira com que laborou nem quanto à sua intenção ao trazer uma oferta a Deus. Entretanto precisamos aprender com sua experiência, a fim de que nem nós nem nossa oferta sejamos rejeitados.

Caim era lavrador. Ele fazia exatamente o que era lícito e necessário para sua subsistência, como o Senhor mesmo dissera a seu pai, Adão, que fizesse(3:17). De seu labor, de sua vida cotidiana, Caim separou uma porção para o Senhor. A Bíblia nem mesmo afirma que esta seria a melhor porção, as primícias. Caim trouxe do fruto da terra. Ele ofereceu dízimo moral. Ou seja, forçado por sua consciência, Caim dedicou uma porção - não necessariamente a melhor – de sua vida a Deus.

O que Deus quer, afinal?

Precisamos evitar o dízimo moral. Não podemos designar porções de nossa vida como oferta ao Senhor, com o fim de apaziguar nossa consciência. Há muitos jovens bons, que estudam, trabalham e mantém uma vida exemplar, até dedicando a Deus preciosos momentos de seus finais de semana ou férias. Mas não é isso o que Deus quer. Deus quer você, jovem; quer toda sua vida, o que você é e tem, seus sonhos, seu futuro, seus sentimentos. Deus quer seu coração, genuína e absolutamente para Ele.

De tudo o que o Senhor nos confiar, precisamos devolver-Lhe, no mínimo, o dízimo, como testemunho de nossa fé, e como resultado da percepção de que Dele vêm a vida, a respiração e todas as coisas (At 17:25; Gn 14:18-20) Esse é um princípio maravilhoso que guardou o povo de Deus desde a Antiga Aliança. Entretanto, no que diz respeito a nossa vida, nosso ser, o princípio é outro. Deus não quer o dízimo de você. Ele quer você. Na verdade, nossa vida pertence ao Senhor. Estamos em Suas mãos e não é lícito administrar nossa vida como se fosse estritamente nossa (Jo 10:28).

Na já citada conferência de jovens, a aplicação para a figura do cozinheiro cuidando de várias panelas era que nossa vida de reuniões, nossa vida familiar, nossa vida social e também nossa participação na batalha espiritual fossem igualmente cuidadas e equilibradas. Essas diferentes esferas de nosso viver são as várias panelas. No entanto ainda precisamos perceber que o conjunto, o jantar, certamente é para agradar o Senhor. E o prato principal, o ingrediente mais importante, é nossa consagração plena e irremissível. Você pode oferecer alguns dias, alguns momentos. Pode oferecer uma parte do seu coração. Mas isso não satisfará a Deus. Nem a você.

Deus espera encontra em nós alguém como Abel. Abel era pastor de ovelhas, numa época em que o homem ainda não se alimentava de produto animal. Podemos inferir que Abel decidiu cuidar de ovelhas depois de ouvir como, pela morte de um animal, seus pais foram cobertos, e, num certo sentido, foi feita a expiação de seu pecado, assim, foram novamente introduzidos na presença de Deus.

Abel percebeu que deveria dedicar cada momento de sua vida a fazer aquilo que lhe garantia a presença de Deus. Abel buscou a Deus.Por isso foi aceito, bem como sua oferta. A Bíblia também afirma que Abel trouxe do melhor, das primícias de seu rebanho ao Senhor. Ele não apenas vivia para Deus, mas ofereceu o melhor, o mais precioso, ao Senhor. É isso que o Senhor quer de nós: nossa vida, todos os dias de nossa vida, especialmente o melhor de nossos dias – nossa juventude.

Um espírito de luta

Diante disso, o que fazer para evitar o dízimo moral? Precisamos lutar. Precisamos ter um espírito de luta. Porque as armas de nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas , anulando sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo (2ª Co 10:4-5). Precisamos lutar para anular os sofismas, as mentiras bem-contadas que o mundo calcou em nossa mente. São essas mentiras que nos impedem de viver integralmente para Deus.

O mundo, com seu modo de vida, parece um gigante invencível. Golias, com suas lanças e espadas, parecia invencível. Contudo bastou que uma pedra atingisse sua cabeça para que fosse derrotado. Aquela era uma das cinco pedras lisas que Davi escolheu no ribeiro (1º Sm 17:40-49). Jovem, escolha hoje cinco pedras lisas do ribeiro e as mantenha consigo. Mantenha as práticas saudáveis da vida normal da igreja como seu exercício diário. Invoque o nome do Senhor (Rm 10:13). Fale e cante salmos, hinos e cânticos espirituais (Ef 5:19). Leia a palavra com oração (6:17-18). Considere atentamente a palavra, rumine a palavra (2ª Tm 2:7) Profetize (Rm 12:6-7; 1ª Co 14:1).

Lute para ser aceito por Deus. Lute por Deus. Lute para não perder a presença de Deus por nenhum minuto sequer. Mantenha o espírito de Luta. Fazendo assim, você não oferecerá apenas uma porção de sua vida para Deus, mas oferecerá o mais doce, santo e agradável serviço a Deus. Assim, você será plenamente feliz em Deus, provando Sua boa, agradável e perfeita vontade (Rm 12:1-2).

 

(Extraído do Jornal Árvore da vida, número 211)

 

Última atualização em Qua, 30 de Março de 2011 22:14
 

Comentários  

 
0 #1 Fabiana 13-09-2011 17:52
Amém!!!! Maravilhoso!!! Que vivamos buscando aquilo que agrada a Deus e que pode nos aproximar DELE, oferecendo-lhe sempre a melhor porção!!
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